No começo de setembro o Payroll mostrou criação de 22k empregos nos EUA, abaixo das expectativas (75k) e dos 79k do mês anterior. Houve também forte revisão dos 12 meses findos em março, com 911k vagas a menos que o reportado originalmente. No lado da inflação, o CPI acelerou de 0,3% para 0,4%, com a taxa em 12 meses passando de 2,7% para 2,9%, o maior valor desde janeiro.
A piora no mercado de trabalho concomitante à divergência da inflação com relação à meta leva o FED a ter que se equilibrar entre seus dois objetivos (preços e nível de atividade econômica). Por fim, decidiu cortar os juros em 0,25% e deixou os próximos passos em aberto, de acordo com os dados vindouros.
Trump segue razoavelmente bem nas pesquisas de opinião, a despeito da elevação de preços – tem mantido em torno de 40% de aprovação. Era comum presidentes transitarem na faixa dos 50%, mas com a polarização recente isto se tornou bastante difícil.
No Brasil, o PIB cresceu 0,4% no 2º trimestre, contra 1,3% no período anterior. Os segmentos mais sensíveis a juros mostraram desaceleração mais intensa. Já produção industrial cedeu 0,2% e o varejo restrito (excluídos veículos e materiais de construção) caiu 0,3%. Os serviços desaceleraram de 0,4% para 0,3%. A geração de empregos formais totalizou 147k vagas, contra uma expectativa de 182k.
Se encontra em curso um esfriamento paulatino da demanda, diuturnamente defendido pelo Banco Central como necessário para seu processo de desinflação. O Copom manteve a taxa em 15%, como amplamente esperado, e seguiu sinalizando manutenção por longo período.