O mês de outubro foi marcado por importantes avanços no front macroeconômico global. Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor (CPI) apresentou uma leitura abaixo do esperado, com composição benigna e desaceleração consistente em serviços, o que conferiu ao Federal Reserve maior margem de manobra para reduzir a taxa de juros em 0,25 p.p. A decisão, no entanto, evidenciou divergências internas no comitê, reforçando o caráter condicional dos próximos movimentos. Enquanto isso, as discussões nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial sinalizaram uma mudança de foco, com ênfase crescente nos impactos da inteligência artificial sobre produtividade, desigualdade e dinâmica de consumo.
No Brasil, o IPCA-15 seguiu trajetória moderada, com alívio em serviços e bens industriais, enquanto o IBC-Br surpreendeu negativamente, indicando possível arrefecimento da atividade. A combinação entre déficits externos elevados e estímulo fiscal robusto levanta preocupações sobre a sustentabilidade cambial, especialmente em cenários de maior aversão ao risco. No campo político, a melhora na aprovação do governo, impulsionada pela isenção do IR até R$ 5 mil, ilustra o impacto direto de medidas fiscais na percepção pública.
Nesse ambiente, os fundos geridos pela Patrimonial mantiveram postura disciplinada, com alocações fundamentadas em critérios técnicos, foco na preservação de capital e rigoroso controle de risco. Estratégias ancoradas em crédito estruturado, precatórios e diversificação via FIDCs seguiram contribuindo de forma consistente para a geração de valor.